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O que é PISA? Conheça tudo sobre o programa de avaliação

O Programa de Avaliação de Estudantes Internacionais, também conhecido como PISA, é um dos sistemas de avaliação global mais amplamente reconhecido para a educação.

Seus testes são aplicados no Brasil todos os anos desde 2000. Os resultados desses testes fornecem indicadores valiosos para a educação brasileira. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é responsável pela coordenação deste programa.

Neste post, nossa ideia é explicar completamente sobre o PISA.

Boa leitura!

 

O que é PISA?

O PISA é o padrão internacional para avaliação educacional. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é a organização que coordena o PISA.

A OCDE reúne 30 países e fornece uma plataforma de discussão sobre questões relacionadas à melhoria e ao desenvolvimento de políticas econômicas e sociais.

Além dos países membros, há muitos outros convidados que participam da organização. O resultado é a participação de quase uma centena de países. Os resultados do PISA no Brasil são então comparados com outros países e classificados.

 

Breve histórico

O Andreas Schleicher da Alemanha, que era um pesquisador em educação, desenvolveu o PISA. O Brasil foi convidado, juntamente com outros países do mundo em desenvolvimento, a participar do PISA desde sua edição inicial, em 2000.

Por sua finalidade e proposta de refletir a realidade da educação mundial, ele não se limita aos países membros. A avaliação de apenas uma determinada parte de um país pode ser feita em parte porque os não-membros também são elegíveis para participar.

O teste de 2018 da China cobriu apenas as províncias Zhejiang (Pequim, Xangai e Jangsu). Há também participantes que não são considerados como países, mas são regiões administrativas.

A edição de 2000 do programa revelou que a Finlândia é o principal país do mundo em educação. Para ajudar a entender por que estes resultados são possíveis, os especialistas fizeram estudos sobre o desempenho dos países nórdicos, bem como outros casos notáveis.

A China foi classificada em primeiro lugar nas categorias de leitura, matemática e ciências pelo PISA 2018. Os pesquisadores consideram as tentativas de copiar as melhores práticas das nações de alto desempenho como ineficientes.

O PISA é um processo de três anos. Cada edição cobre uma das três categorias. Em 2018, a leitura foi o foco principal, enquanto a ciência e a matemática foram cobertas nos anos de 2012 e 2015.

Isto permite que a organização obtenha mais informações sobre os estudantes e divulgue dados detalhados sobre seus resultados.

 

Qual é a função do PISA?

 A função do PISA é criar indicadores que facilitem a discussão e, consequentemente, a melhoria da educação escolar básica nos países participantes. Para atingir este objetivo, o processo de avaliação determinará até que ponto estas escolas estão preparando seus alunos para a cidadania.

Ele mede os conhecimentos e habilidades que são necessários para a vida cotidiana e é conduzido de duas maneiras.

Nesse sentido, o objetivo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Económico) não é descobrir como os alunos aprendem, mas, mais importante, sua capacidade e vontade de compartilhar seus conhecimentos fora do ambiente escolar.

 

O que o PISA avalia?

O PISA é uma ferramenta que avalia como estudantes de 15 anos de idade adquiriram conhecimentos, habilidades e habilidades de extrapolação necessárias para viver na sociedade de hoje.

Não apenas isso, o programa mede as habilidades do estudante em ensinar e aprender ciências, matemática ou leitura. Ele mede o domínio de áreas como compreensão, lógica e raciocínio quantitativo, interpretação e questões científicas.

As três áreas são todas examinadas, mas a cada ano do PISA, uma recebe mais atenção do que as outras. Por exemplo, 2021 verá a ênfase na matemática com um exame adicional no pensamento criativo, inclusive, habilidades adicionais podem ser consideradas.

 

Qual a posição do Brasil no PISA?

A pesquisa do PISA abrangeu 79 países na edição de 2018. Esta entidade reúne mais de 30 países e serve como um fórum aberto para discussões sobre temas relacionados ao desenvolvimento e melhoria das políticas econômicas ou sociais.

 O estudo também incluiu outros países, conhecidos como economias parceiras. Estes são nações que participam do programa, como o Brasil.

Estes resultados, que foram publicados no quarto trimestre de 2019, não são encorajadores para o Brasil. Eles colocam o Brasil entre 58º-60º lugar em leitura e entre 66º-60º lugar em ciência e matemática, respectivamente. A pesquisa utilizou uma margem de erro para explicar a variação.

Estes números foram calculados a partir das avaliações das instituições de ensino públicas e privadas. Comparando a edição de 2014 do texto sobre o Om, é evidente que houve uma pequena melhoria no desempenho dos estudantes brasileiros.

As escolas privadas de elite do Brasil ficariam em 5º lugar no ranking mundial de leitura do PISA.

No entanto, só para as escolas públicas, o resultado seria 60 pontos mais baixo, classificando-se em 65º lugar entre 79 países.

O Brasil está entre os países mais pobres em três das áreas testadas, ciência, matemática e leitura. Quase metade dos alunos não consegue sequer atingir o nível básico em nenhuma delas, o que os coloca em uma posição melhor do que os alunos que frequentam escolas particulares.

 

Quando será o próximo Pisa?

O próximo exame PISA deveria ser realizado em 2021, no entanto, a pandemia de Covid-19 forçou o teste a ser adiado. A OCDE anunciou que o novo exame será realizado em 2022. O foco será a Matemática. Sendo que este novo foco irá determinar a capacidade dos alunos de criar, interpretar e aplicar problemas reais de Matemática.

Além disso, a OCDE aplicará um teste de Alfabetização Financeira, bem como um novo teste de Pensamento Criativo. A OCDE espera que isto lhes permita avaliar se os estudantes têm as habilidades necessárias para competir no mercado de trabalho no século 21. Uma novidade do teste é sua capacidade de ser aplicado em mais de 80 países em 2022.

 

Quais são as implicações deste tipo de avaliação para a educação brasileira em nível internacional?

O PISA é criticado por muitos pesquisadores, que questionam que seja possível uma avaliação internacional para permitir a comparação entre os resultados de estudantes com diferentes idiomas, origens culturais e situados em distintos universos educacionais.

Além disso, esse programa de avaliação é bastante utilizado por pesquisadores para ajudar na escolha de ações sobre políticas públicas.

O PISA, inclusive, procura mapear fatores socioeconômicos e outras circunstâncias que explicam as diferenças entre escolas e estudantes.

Além disso, estas mudanças podem ter repercussões globais nos países e permitir a reavaliação ou reavaliação das políticas públicas.

Uma representação quantitativa (ou numérica) das informações educacionais permite comparações estatísticas, quanto com as edições anteriores quanto com o desempenho de outros participantes.

Muitos especialistas acham que isso cria repercussões negativas. Isto porque apresenta uma visão básica sobre os desafios enfrentados pela educação, desviando a discussão dos aspectos técnicos que verdadeiramente explicariam tanto os aspectos positivos quanto os negativos para discussões políticas superficiais, e não resultados educacionais.

 

Conclusões

O PISA é a comparação internacional mais significativa do desempenho educacional.

Ele também ajuda a compreender o contexto socioeconômico e a interpretar os resultados. Além de que é uma ferramenta relevante na criação de políticas públicas devido a isso.

Destacamos a importância de avaliar as representações quantitativas e numéricas relativas à qualidade da educação de forma equilibrada e crítica.

O INEP, a entidade do MEC responsável pelas avaliações de aplicação que medem indicadores educacionais como o PISA, oferece a oportunidade de entrar em contato em seu portal para conferir o modelo de prova e questões.

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